quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Indenização para esposa, filhos e pais de empregado morto em acidente

A 6ª Turma do TST restabeleceu sentença que concedeu reparação por danos morais em favor dos pais de uma auxiliar de produção, de 24 anos de idade morto em acidente de trabalho nas dependências da empresa. O relator do TST, concluiu que “os danos experimentados em tal situação transcendem a esfera individual ou de parcela do núcleo familiar, pois a dor moral projeta reflexos sobre todos aqueles que de alguma forma estavam vinculados afetivamente ao trabalhador acidentado, e a dor pela morte independe de relação de dependência.
O seguro de responsabilidade civil do empregador, cobre até o limite contratado, indenizações decorrentes de morte ou invalidez permanente e danos morais, julgadas procedentes e que excedem aquelas amparadas pela CLT.

Fonte: Coluna de Marco Antonio Birnfeld, Espaço Vital JC de 8/11.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

FAXINEIRA DESTRÓI OBRA DE ARTE DE MUSEU ALEMÃO AO TENTAR LIMPÁ-LA

Uma seguradora alemã – as agências de noticias não deram o nome – tem um abacaxi nas mãos com analise de um sinistro numa galeria de artes plásticas.
Com a missão de fazer seu trabalho com perfeição e deixar impecável a sala pela qual era responsável, uma faxineira de um museu alemão deteriorou parcialmente e de maneira irreparável uma obra do artista germânico Martin Kippenberger (1953-1997).

A peça integra o acervo permanente da instituição e é composta por uma torre de pranchas de madeira em cuja base há um recipiente de borracha com uma grande mancha de cal branca.
A empregada resolveu acabar com a mancha e eliminou totalmente essa característica da obra, para o desgosto da direção do museu, que informou que o dano é irreversível.
Um porta-voz da galeria ressaltou que todas as funcionárias da limpeza são minuciosamente instruídas sobre seu trabalho e advertidas sobre quais peças não devem tocar de forma alguma.
'É como acontece nas casas, quando dizemos: 'limpe tudo, mas não toque na mesa do escritório'', disse Dagmar Papajewski, porta-voz do Departamento de Cultura de Dortmund.
Em 1986 uma faxineira apagou do teto de uma sala a já famosa 'Mancha de Gordura' de Joseph Beuys (1921-1986) na Academia das Artes de Dusseldorf, dano que o estado da Renânia do Norte-Vestfália compensou com o pagamento de 20 mil euros.
Fonte: G1

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Distância entre carros é um dos problemas

O instrutor do Centro de Formação de Condutores (CFC) Dirija Onoir Fialho, 35 anos, explica que algumas leis do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) mudaram em 1997. Antes, a legislação determinava a distância de 30 metros entre um carro e outro. O novo código permite colocar em prática regras que os condutores aprendem nos cursos de formação.
Associado a pequena distância, também está a alta velocidade, como o registrado em um dos engavetamentos.
A gente sempre explica que quem anda a 80 km/h e freia bruscamente, derrapa no asfalto de 36 a 40 metros comenta o instrutor de CFC.
Os engavetamentos têm se tornado tão comuns em Santa Maria que as seguradoras estão incentivando os donos de veículos a investir em seguros de responsabilidade civil para terceiros, que custam em média de R$ 400 a R$ 600 anuais. Esse tipo de seguro cobre apenas acidentes com dois ou mais veículos.
Fonte: Zero Hora.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Seguradora cria carro pesadelo na Europa


O seguro mais caro do mundo. Projetar esse perfil foi a proposta da empresa de seguros Warranty Direct, que criou o Monster MK1, um carro imaginário feito a partir das piores peças dos carros menos confiáveis que circulam nas estradas britânicas.

O nível de confiança foi analisado por meio dos dados de custo de reparos, frequência das falhas, ano e quilometragem. A partir disso foi, criado o “carro pesadelo”. O motor é do MG TF com a transmissão da Land Rover Freelander, freios do Audi A8 e suspensão do BMW M3. Do Mercedes-Benz Classe V herdou a ignição, enquanto o sistema de direção veio do Volvo C70. A parte elétrica é do Renault Megane e o sistema de ar-condicionado é da SEAT. Com essa combinação, o carro teria que ser consertado todo o mês e teria um preço de manutenção anual de 2.050 libras (R$ 5.218).

Além do “carro monstro”, é possível pesquisar no site da empresa o grau de confiança de várias marcas e modelos, incluindo horas fora da estrada e preço de manutenção.

E no Brasil, como seria o pesadelo automotivo.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Seguro da Alegria

Texto do livro “As viúvas das quintas-feiras” de Cláudia Piñeiro, escritora argentina com prêmios nacionais e internacionais por sua obra literária, teatral e jornalística:

...Há de tudo. Mas o cúmulo foi o caso de Mariano Lepera. Na Taça do Clube ele fez um hole in one e o negou para não pagar a rodada de champanhe para todos. Deu a tacada na saída do buraco 6, e a bola, após descrever uma órbita perfeita, caiu no Green, quicou três vezes, rodou e entrou no buraco marcado pela bandeira. Um tiro só, certeiro. Não foram necessárias mais tacadas. Só uma. Em qualquer campo de qualquer lugar do mundo, quem faz um hole in one deve, por cortesia e lei que não está escrita mas que ninguém discute, pagar uma bebida para todos os que estão no campo neste momento. Geralmente champagne. Às vezes uísque. Todos, em cada linha, do buraco 1 ao 18. Mariano Lepera perguntou ao starter quantas pessoas ele havia registrado nessa manhã e fez um cálculo rápido: 120 jogadores a uma média de cinco pesos cada um, seiscentos pesos. “Eu não pago isto nem morto”, e foi embora antes que alguém  pudesse lhe cobrar a dívida. Isso não se faz. Ou não se fazia. Não acontece nada, não há sanção, mas não é próprio de um cavalheiro. Para isso existe o seguro hole in one. Qualquer seguradora o faz. Elas oferecem à maioria de nós, quando seguramos a casa. Incêndio, roubo e hole in one, por mais um poucos centavos mensais. Segura-se um sinistro particular que não é nem um incêndio, nem um roubo, nem danos a terceiros. Na realidade, segura-se uma alegria, porque quem emboca uma bola a quase 150 jardas com uma só tacada é verdadeiramente uma felizardo. Não por acaso, existe no país uma registro no qual se podem anotar todos os que tiveram a sorte de fazê-lo. Embora a maioria prefira anotar no registro dos Estados Unidos, para divulgar a proeza em nível internacional. Uma providência simples, uma carta, uns formulários. É uma desconsideração não fazer o seguro e não desfrutar disso como cabe. Em toda uma vida é baixa a probabilidade de se fazer um hole in one, mas a de deixar de ser um cavalheiro , não.